Pra você mandar bem na sua apresentação na escola…

Profa Virgínia B. Palmerston

Profa Virgínia B. Palmerston

…na faculdade, e até no trabalho! Não se desespere! Quando bater aquela dúvida: “O que eu tenho que fazer para a minha apresentação acadêmica ser um sucesso?”, basta ler o capítulo escrito pela laureada professora Virgínia Borges Palmerston em nosso e-book!

Você pode baixar o livro sobre oratória, nesse link… E-book Completo

…ou só o capítulo sobre apresentações acadêmicas: Artigo Virgínia Palmerston

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E-book sobre Oratória!

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artes: Jefferson Pimenta

10 palestrantes que já passaram pelo Seminário de Oratória compartilham conosco mais um pouco de conhecimento!

Hoje é o dia do Orador/Oratória! Em homenagem a data, lançamos hoje o e-book “Comunicação, Linguagem e Análise do Discurso”. O livro, disponível gratuitamente para download, é organizado pelo professor Antônio Augusto Braighi e tem a E-Papers, do Rio de Janeiro, como editora. A intenção é dar continuidade à contribuição social do Seminário de Oratória de Belo Horizonte (SOBH), democratizando e potencializando o acesso a informações sobre a comunicação.

Você pode baixar o e-book clicando aqui

O livro é dividido em duas partes. Após um belo prefácio produzido pela professora Ana Rosa Vidigal (você pode ler abaixo), tem-se a seção de Comunicação e Linguagem. A segunda parte trata da Análise do Discurso. Veja os títulos e os autores a seguir:

COMUNICAÇÃO E LINGUAGEM – Técnicas de Oratória para falar melhor em público – Rodrigo Moreira – Apresentações Orais Acadêmicas – Virgínia Borges Palmerston – Dicas de oratória: Como falar tão bem quanto os políticos – Fabíola Aquino e Vanessa Jaffar – A força das pesquisas eleitorais – Marcelo Sander – Afinal, o que é Marketing Político? – Manoel de Oliveira – A gestão da marca pessoal como fator de desenvolvimento profissional para atuar no novo cenário corporativo – Tais Tozatti – Um ensaio sobre a oratória na TV – Rangel Faúla – A importância da imagem positiva para atletas – Gustavo Faria

ANÁLISE DO DISCURSO – Afinal, o que é análise do discurso? – Edna Aparecida Lisboa Soares – Algumas digressões sobre as novas tendências e o futuro da análise do discurso no Brasil – Emília Mendes – Análise do Discurso Político: A Cenografia do poder e outros temas de destaque em uma entrevista com Patrick Charaudeau – Antônio Augusto Braighi

O SOBH é uma iniciativa do Centro Universitário de Belo Horizonte – evento planejado, organizado e realizado por alunos do curso de Eventos da instituição. O evento não tem fins lucrativos e arrecada, como contrapartida dos participantes, alimentos não perecíveis.

PREFÁCIO

No vão da palavra-ponte corre o rio do tempo inundando silêncios Desvãos.

Oratória se faz na fala, palavra, ponte. Um caminho da oralidade entre mim e o outro. Mas a oratória não existe sem o silêncio, a não palavra. Só existem palavras porque há um espaço vazio, um espaço “em branco”, um silêncio entre elas, que permite que sejam entendidas na sua singularidade, na sua sacralidade. Nenhuma palavra é lançada, e habita entre nós, sem que sua ausência também se manifeste.

Este livro traz uma coletânea de textos produzidos no âmbito dos Seminários de Oratória, realizado em Belo Horizonte (MG/Brasil) de 2012 a 2014. O projeto, de iniciativa do professor Antônio Augusto Braighi, nasceu do intento de demonstrar aos discentes (inicialmente do UniBH – Centro Universitário de Belo Horizonte, onde leciona), como o conteúdo teórico ministrado nas aulas de ‘Técnicas de Oratória’ (ainda que esta proponha muitas atividades práticas) se articula com o ofício de profissionais dos mais variados segmentos – como mestres de cerimônias (profissão destacada na primeira edição do encontro), empresários, comunicadores, jornalistas, organizadores de eventos, advogados, entre tantos outros.

Nesses ofícios, a palavra é a unidade de sentido, o que fundamenta, o que permite o encontro, a comunicação. Na metáfora proposta por Bakhtin, “a palavra é uma espécie de ponte lançada entre mim e os outros. Se ela se apoia sobre mim numa extremidade, na outra apoia-se sobre o meu interlocutor. A palavra é o território comum do locutor e do interlocutor” (BAKHTIN; VOLOCHÍNOV,1999, p.113).

Esse território em comum manifesta-se na comunicação. A comunicação remete ao fundamento de toda experiência humana. Da comunicação, resulta, na constituição dos sujeitos, a compreensão que a alteridade é parte integrante de sua identidade no agir da intersubjetividade. E pelo exercício intersubjetivo, à comunicação alia-se a ação emancipadora da palavra.

Resumidamente, pensar a comunicação na atualidade é, sobretudo, considerá-la como interação e interatividade, fundada em um processo de mediação de larga escala, perceptível no uso dos diferentes meios de informação, nas novas tecnologias de informação, nas novas práticas de oratória e de produção de sentido (re)significadas, enfim, nas novas condições de trocas sociais.

Como prática dialógica que instaura o sentido, a comunicação assume diferentes formatos discursivos que se constituem nas (e pelas) esferas sociais de atividade. Entende-se, desse modo, que o sentido é construído nas interações entre os participantes do ato de comunicação. Todo sentido nasce na discursividade, na construção do sentido no discurso.

Discurso diz respeito à comunicação, à linguagem em funcionamento e, nas palavras de Charaudeau (2006, p. 40 ), resulta “da combinação das circunstâncias em que se fala ou escreve (a identidade daquele que fala e daquele a quem este se dirige, a relação de intencionalidade que os liga e as condições físicas da troca) com a maneira pela qual se fala”. É, portanto, na imbricação das realizações interdiscursivas e intradiscursivas que se produz o sentido, inerente ao discurso, ou seja, à linguagem em interação e a todo ato de comunicação.

Nesse sentido, os Seminários de Oratória visam ofertar um espaço propício à interação discursiva, lançando pontes ao desenvolvimento de novas ideias pelo intercâmbio de informações entre especialistas de várias áreas e a promoção de uma ampla rede de contatos, a partir da heterogeneidade do público e de diferentes abordagens sobre o mesmo tema.

Esse último, em 2014, cujo tema “Falo Politicamente Correto”, se propôs alinhar uma discussão sobre os discursos políticos (quais sejam) frente à ação, ao agir politicamente correto. Essa temática foi abordada com mais atenção por Patrick Charaudeau (Université Paris XIII), referência internacional nos estudos do discurso, participante presente ao evento. Na ocasião, Charaudeau concedeu interessante entrevista a Antônio Braighi sobre a análise do discurso político e as nuances da cenografia do poder sob a influência dos meios de comunicação de massa. A entrevista é um ponte-chave deste livro.

Na perspectiva do discurso e sua análise, têm-se ainda dois artigos que vêm acrescentar à discussão uma boa reflexão teórica e histórica sobre o assunto. Emília Mendes, professora e pesquisadora da Faculdade de Letras/UFMG e coordenadora do NETII (Núcleo de estudos sobre Transgressões, Imagens e Imaginários), expõe as origens da AD e de suas diversas correntes atuais, além de prospectivas desse domínio de estudos. Nesse sentido, para apreender a Análise do Discurso como a esfera do saber que se dedica a perscrutar a construção do sentido, a partir da observação do sujeito atuando, por intermédio da língua e da linguagem, em contexto histórico e social, há ainda o artigo de Edna Aparecida Lisboa Soares, docente na pós-graduação em Letras da UNI-BH e em cursos de graduação da Faculdade SENAC de Belo Horizonte e de Contagem.

No que concerne ao discurso em ação, no âmbito político, Marcelo Sander aborda a importância das pesquisas eleitorais que, contrariamente ao pressuposto de apenas informar a colocação de candidatos nas eleições, são cada vez mais usadas também como peça publicitária. Marcelo Sander é jornalista, e atualmente é professor de Marketing Digital, Mercado Profissional, Novas Tecnologias e Comunicação Empresarial nas Faculdades Promove de Sete Lagoas e jornalista da Câmara Municipal de Sete Lagoas. É também colunista de Marketing Político no blog Publiminas.com e editor do blog Mercado Web Minas.

Considerando a importância das pesquisas eleitorais, o artigo de Manoel de Oliveira vai tratar das estratégias empregadas pelos profissionais do marketing político e sua importância entre os políticos candidatos. O autor é também jornalista, coordenador e professor do curso de Pós-Graduação em Marketing Político e Eleitoral do Centro Universitário Una. Esse artigo inaugura a vertente do livro dedicada, mais diretamente, às técnicas de oratória.

Nessa vertente, Fabíola Aquino e Vanessa Jaffar, fonoaudiólogas e consultoras em comunicação interpessoal, preocupam-se com a maneira como nos comunicamos nos tornamos mais incisivos e diretos quanto proporcionamos maior naturalidade durante o nosso processo de comunicação. A naturalidade é uma das técnicas para se falar melhor em público, que são abordadas no artigo de Rodrigo Moreira, também fonoaudiólogo, e professor universitário da Faculdade Promove e instrutor no SENAC-MG e na Associação Comercial de Minas Gerais.

Outros dois jornalistas compõem o time da oratória na TV e no âmbito esportivo. Rangel Faúla, jornalista e publicitário, além de repórter da TV Alterosa (SBT-Minas) e professor nos cursos de TV (Reportagem e Apresentação em TV e Telejornal) na escola Beth Seixas Comunicação, garante que, com o domínio da técnica correta, o medo diante das câmeras vai se transformar em boas oportunidades de visibilidade pública. Já Gustavo Faria, jornalista e diretor da G10 Assessoria Esportiva, trata, mais especificamente, de estratégias de comunicação e marketing para a construção de uma imagem positiva na assessoria esportiva.

Finalmente, na perspectiva do ambiente corporativo e também acadêmico, Tais Tozatti e Virgínia Palmerston propõem novas ideias para a prática da oratória nesses contextos. Tais defende a gestão da marca pessoal como fator de desenvolvimento profissional para atuar nesse cenário. A consultora busca apontar as mudanças que estão ocorrendo no ambiente corporativo, as características necessárias para atuar nele de forma satisfatória e como a gestão da marca pessoal poderá contribuir para que empresas e profissionais se unam de acordo com a semelhança de seus perfis.

Já Virgínia, professora dos cursos de Jornalismo, Gestão de Recursos Humanos e Eventos do Centro Universitário de Belo Horizonte (Uni-BH), considera, em seu artigo, questões referentes à estrutura da apresentação e à comunicação oral no que dizem respeito especificamente a apresentações de cursos de graduação. No cotidiano acadêmico da sala de aula, como alunos devem se preparar bem para exposição de pontos de vista e argumentação na condução oral de trabalhos e comunicações, como para bancas de docentes?

Aí estão apresentadas as “propostas-pontes” que compõem este livro.

Para favorecer a uma comunicação mais ampliada, dessas pontes reveladas nas trocas discursivas nos Seminários em questão, nasceu o intento de ter-se registrada a produção intelectual dos palestrantes por meio de uma ferramenta de fácil consulta de acesso e de difusão de informação acerca das temáticas. Nesse sentido, tem-se um livro gratuito, disponível para na internet, com uma linguagem simples, didática e, ao mesmo tempo, enriquecedora.

Estão lançadas as pontes-palavras no território que este livro instaura, e que se pretende comum em diálogo, diversidade e partilha. Que os silêncios sejam povoados de novas ideias, novas reflexões e novas ações no campo da Oratória e do discurso. Bom percurso a todos.

Ana Rosa Vidigal*

* Professora Doutora do Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), instituição na qual é pesquisadora-líder do grupo de pesquisa em Educomunicação. Participou de duas edições do Seminário de Oratória: a primeira em 2013, como debatedora, e a segunda em 2014, quando presidiu a conferência de abertura do evento, proferida por Patrick Charaudeau.

BAKHTIN, M. (VOLOCHÍNOV, V. N.). Marxismo e filosofia da linguagem: problemas fundamentais do método sociológico na ciência da linguagem. Trad. Michel Lahud e Yara Frateschi Vieira. São Paulo: HUCITEC, 1999.

CHARAUDEAU, Patrick. Discurso das mídias. Tradução de Ângela M. S. Corrêa. São Paulo: Contexto, 2006.

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