Exemplo do valor das estórias (e histórias) em uma apresentação

Em um outro post, tentamos demonstrar o valor das estórias (e histórias com moral) – respondendo aos questionamentos sobre como deixar uma apresentação mais criativa.

Aqui vai um exemplo do que já fizemos e ainda somamos com uma dinâmica bem legal.

Você conhece a estória do Beija-Flor?

beija florEm resumo, uma floresta está pegando fogo e todos os animais saem correndo. Isso até que o leão avista o beija-flor indo ao lago buscar água no bico para jogar no incêndio. O rei da selva então pergunta: “- Você acha que vai resolver o problema desta forma?”. O pássaro então responde: “- Se vou conseguir eu não sei, mas estou fazendo a minha parte!”.

Dessa estória se depreende o sentido do trabalho em grupo, da doação por uma causa, do valor da função de cada um – por mais simples que seja, entre tantos outros significados possíveis e aplicados em várias situações.

O nosso amigo Juninho Braighi contou esta estória em uma apresentação em Betim – MG. Ele, contudo, adicionou uma dinâmica bem interessante. Veja no vídeo abaixo.

Veja abaixo que reproduzimos esta atividade em um contexto completamente diferente e o resultado foi o mesmo: conseguimos engajamento, tocamos as pessoas pela via patêmica, e conseguimos passar uma mensagem distinta daquela do outro vídeo (novamente, através de um exercício lúdico/metafórico).

Se você quiser, pode colocar o vídeo no minuto 4:44 que você vai direto ao ponto.

Já contou a estória do beija-flor? Já utilizou a dinâmica que apresentamos aqui? Conte como foi o resultado!

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O valor das estórias (e histórias) em uma apresentação

Muitas pessoas nos perguntam: “Como faço para deixar a minha apresentação mais rica?”, ou, na maioria das vezes: “Como faço para deixar a minha apresentação mais criativa?”

Nós temos uma dica simples e quase sempre infalível: conte uma estória (ou uma história)!

Sabe aqueles powerpoints (slides) que você vez ou outra recebe, com alguma estorinha, com aquelas letrinhas que vão caindo uma a uma… aquela musiquinha de fundo (monofônica)… aquelas imagens lindas… você acha entediante, não é? Pois saiba que aquelas estorinhas podem salvar a sua apresentação.

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Não é difícil encontrar na internet uma série de fábulas; aquela do coelho e da tartaruga é um exemplo, lembra? E estas narrativas lúdicas, que sempre têm uma moral no final, são ótimas para serem contadas em apresentações.

Mas aí você me fala: “Eu sou um profissional. Não vou contar uma estorinha de crianças para adultos na minha empresa!”

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Se você acha que estas fábulas não têm valor para adultos, aí é que você se engana. A via lúdica, metafórica, é uma excelente forma de apresentar uma mensagem, qualquer que seja.

Quais são as vantagens:

  1. Você não vai direto ao ponto, mas cria uma ambiência favorável para apresentar a mensagem final.
  2. Com a fábula você atinge as pessoas de forma patêmica, pelo lado emocional;
  3. Se bem contada, as pessoas embarcam na sua estória e começam a reconstruí-la mentalmente;
  4. Contudo, na verdade é você (narrador) que está conduzindo essa construção e tem a chance, ao final, de passar a sua mensagem;
  5. O importante é que o seu destinatário (seja uma pessoa ou um auditório) ao final diga (ou pense): “- É, faz sentido!”;
  6. Para tanto, a sua estória (ou história) deve estabelecer uma “costura” com o tema da sua apresentação e desaguar de forma coerente (e coesa) com a mensagem final.

Nesse sentido, as estorinhas são mecanismos de argumentação, ainda que de forma lúdica.

Mas, para ser credível mesmo, observe que falamos também de histórias (com h). Conte, assim, tanto quanto possível, casos verdadeiros, comprováveis, reconhecidos, de situações que ajudem a balizar a sua mensagem (da mesma forma como acontece com as estórias).

Essa dica vale para apresentações em empresas ou na faculdade até para conversas corriqueiras do dia-a-dia.

#Pratique

Power Point: O guia, a muleta, a cadeira e o acessório.

Você é daqueles que adora colocar aqueles efeitos no Power Point, em que as letras entram uma por uma, leeeeeeeeeentamente? Ou então, logo que começa a apresentação, solta a frase: “Eu sei que não está dando para ver direito, mas…”? Por falar em frases, você já deve ter dito ou ouvido alguém dizer: “Já está acabando gente, faltam só mais alguns slides!” – Coisa de quem sabe que a apresentação está chata. Mas, a pior de todas as atitudes, do ponto de vista da oratória, é virar de costas para o público e começar a ler o texto que está entupindo nos slides? Você faz isso?!

Tentando estabelecer uma metáfora (perdoem se ela cair no clichê, ou mesmo não for muito politicamente correta), pensemos no apresentador como alguém com algum tipo de limitação. Nesse caso, o Power Point apareceria como um guia que ajuda a aclarar o caminho – um condutor. Mas, há tempos, o instrumento virou uma muleta – uma escora, e para muitas pessoas já se tornou quase que uma cadeira de rodas, sem a qual, não é possível sair (se apresentar).

O que acontece é que o Power Point deveria ser visto como algo complementar ao texto, às ideias que serão apresentadas, e não uma condição. Em mais uma comparação, pensemos no Power Point como um acessório e não como uma roupa. Sem as vestes você não sai de casa – não se apresenta. Já a utilização do acessório você escolhe se deve ou não utilizar. Mas, se usar, deve ser para te deixar mais bela, interessante, atrativa, assim como a sua apresentação.

O Professor Leandro Vieira foi muito feliz na elaboração de uma crítica ao uso inadequado do Power Point, em artigo publicado originalmente no site Administradores.com, com um título sugestivo: “Como torturar pessoas usando o Power Point?”

Para ele, “criado para facilitar a vida de milhões de pessoas necessitadas de um suporte para as suas apresentações acadêmicas, comerciais e corporativas, o PowerPoint acabou se tornando um verdadeiro instrumento de tortura […] O problema, como sempre, não é a ferramenta, mas o uso que se faz dela. A maior parte das pessoas utiliza o PowerPoint como uma bengala em suas apresentações. As razões podem ser diversas: insegurança, medo, despreparo, vontade de surpreender a plateia com os “efeitos especiais”, deslumbre com o programa, e por aí vai. A bronca é que, sem o bendito PowerPoint, adiós apresentação.”

O Professor Leandro pontua os 3 modos mais comuns de torturar a plateia:

  1. Rechear os slides com texto.

“O apresentador, com medo de não lembrar o que veio falar, entope os slides com um milhão de frases. Para completar, ignora o público à sua frente e lê o que está escrito no telão. Pobre plateia.”

  1. Utilizar aquelas tradicionais imagens clipart do Windows

“Sempre em busca do caminho mais fácil, o torturador não pensa duas vezes antes de inserir aquelas imagens batidas em sua apresentação”.

  1. Uso de bullet-time

“Aquele efeito irritante que faz as frases deslizarem na tela. A cada tópico lido pelo palestrante, uma nova frase faz sua entrada triunfante da esquerda para a direita (ou de baixo para cima, ou rodopiando, ou piscando…). Os mais empolgados ainda utilizam o pacote de sons do aplicativo:

  • “as vendas do primeiro semestre de 2010 superaram em 6% as do mesmo período do ano passado”. POW! (barulho de disparo de revólver);
  • “Em contrapartida, fomos obrigados a reduzir nossa margem de lucro em 3,29%”SCRINNNCHHHH! (carro freando);
  • “Dessa forma, para a nossa empresa decolar, minha proposta é de expandirmos nossa atuação para o estado vizinho” PLAC! PLAC! PLAC! (som de aplausos. Do programa, é claro.).

Para você que não quer torturar a sua plateia, deixamos aqui 5 dicas:

  1. Use uma estrutura mais limpa em seus slides;
  2. Verifique onde será a apresentação, quais serão os equipamentos utilizados e o tamanho da plateia, para facilitar a produção do layout dos seus slides, adequando-os à situação;
  3. Cuidado com a diagramação. Muitas pessoas não fazem ideia do que significa simetria quando vão produzir a apresentação. Mas, acredite, a plateia sempre faz! Se o público não tem um olhar refinado para a diagramação, ao menos certamente sente que “há algo errado” com a disposição das informações nos slides;
  4. Treine! Ensaie a sua apresentação. Assim, você ganha confiança e pode, aos poucos, diminuir o texto em seus slides;
  5. Aprenda com os mestres. Desenvolva um olhar crítico para perceber os erros das pessoas ao apresentar. Ao mesmo tempo, tente extrair o que elas têm de bom. Participe de palestras, seminários, congressos e observe a postura e a condição da apresentação dos convidados. Leandro Vieira chama a atenção ainda para “como Seth Godin, Chris Anderson, Steve Jobs e outros mestres jedis na arte de encantar plateias utilizam slidewares como o PowerPoint, Keynote ou similares. Cada um tem seu estilo e personalidade na hora de contar histórias. O que suas apresentações têm em comum é, justamente, a utilização de slides simples, pouquíssimo texto, imagens marcantes e design de impacto.” E conclui: “Em se tratando de apresentações, menos é mais. Acredite.”

Há, contudo, outros recursos do Power Point que não utilizamos, mas que são fundamentais em certos casos. Veja 15 dicas técnicas da InfoWester para quando for produzir uma apresentação. Clique aqui.

Mais uma vez, o problema não está com a ferramenta (Power Point) mas com os usos que fazemos dela. Entretanto, procure conhecer outras tecnologias. Veja algumas abaixo:

  1. Keynote;
  2. Prezi;
  3. 280slides;
  4. Acrobat Presentations;
  5. Veja e baixe aqui esses e outros programas.

Boa sorte e bom trabalho para você!