A FALA E A VOZ

TEXTO ESCRITO PELO FONOAUDIÓLOGO E ESPECIALISTA EM VOZ ADEMIR G. BAENA (GENTILMENTE ENVIADO POR ELE AO BLOG DO SEMINÁRIO DE ORATÓRIA)*

A linguagem oral é um dos mais importantes veículos de ideias, sensações e pensamentos.

Através deste ‘mecanismo complexo‘ que é a fala, nós podemos nos comunicar, participar ativamente de uma sociedade, divulgar o que aprendemos, enfim, sermos útil.

Quando esta mesma fala tem objetivos mais específicos, ao ser usado em meios profissionais, como dela faz uso o advogado, professores, radialistas, políticos, executivos, atores, cantores, etc, quando o objetivo é transmitir mensagens, difundir idéias, ela torna-se ainda mais importante; a voz e a fala têm um papel fundamental: o de ser instrumento de trabalho.

Todos dependemos de uma fala com boa articulação, inteligível, de uma voz clara, para que possamos alcançar nossos objetivos.

Manter uma boa voz e uma fala adequada requer alguns cuidados em relação aos nossos órgãos vocais, na verdade, o homem não possui um aparelho especifico para a fonação, fazemos uso de órgãos que compõem outros sistemas para falar, como a laringe, pregas vocais (cuja função primária é proteger o aparelho respiratório inferior), dentes, língua, lábios, palato, tais componentes merecem melhor atenção, pois a função fonatória é uma função superposta.

É importante, na oportunidade, diferenciar voz e fala; VOZ é o resultado da passagem do ar expelido pelos pulmões através da laringe, que encontrando resistência para sua passagem pelas Cordas Vocais, fazem-na vibrar, transformando-se em energia sonora. A voz é considerada uma tradução da personalidade humana, um símbolo que repreenta e apresenta o individuo ao mundo por meio de sons. “É uma “carteira de identidade” ou o equivalente à” impressão digital, é um “segundo rosto”, posto que é única e, portanto singular. Através dela, as pessoas demonstram quem são, o que sentem e como enxergam o mundo. Na voz, é possível detectar as sombras e a luminosidade de cada um. Ela é, igualmente, uma arma de extremo poder nos processos comunicativos.

Em virtude disso, pode-se dizer que se trata de um dos instrumentos de alcance maiservas-e-frutas-para-tratar-a-dor-de-garganta1
eficaz nas comunicações humanas, associado à linguagem silenciosa do corpo (gestos, expressão facial, postura). É preciso ter cuidado para não a desperdiçar, uma vez que, a qualquer deslize em sua emissão, as pessoas podem perceber alguma característica negativa do interlocutor, sendo que uma das mais notadas é a falta de persuasão, convicção em relação ao que se fala. Conhecer a própria voz é como conhecer um pouco da própria alma, é inteligente, conhece a si próprio. A VOZ desnuda as angústias, sonhos, alegrias, revela a saúde, nosso estado emocional, revela nossas intenções.

Ela imprime publicamente uma parte de nosso território de características individuais. Aquele que buscam o autoconhecimento tem, na voz que os integram ao mundo, uma ferramenta especial que mostras traços importantes do seu ser, a VOZ no apresenta e nos representa.

Fala, é a articulação deste som, modulando e diferenciando esta voz em fonemas (vogais e consoantes).

Existem alguns fatores que podem interferir de modo negativo para uma expressão perfeita, e que uma vez detectados, analisados, poderão ser corrigidos ou aperfeiçoados.

A voz pode apresentar problemas em relação ao seu alcance, clareza, impostação, comprometendo a mensagem. É muito importante que a voz seja ouvida com clareza, que seja agradável a quem está ouvindo e sem esforço e bem impostada para que esta falando, sendo que algumas alterações podem prejudicar severamente a comunicação e seria também uma barreira para nosso crescimento social, pessoal e, sobretudo profissional.

O trabalho do fonoaudiólogo, aqui, visa impostar a voz, corrigir os defeitos e encontrar o tom ideal, para que o indivíduo tenha o máximo rendimento vocal com o mínimo esforço.
A Fala pode ser prejudicada por alguns fatores. Os mais comuns são os problemas de articulação.

Ocorre quando o indivíduo fala interpondo a língua entre os dentes ou ainda articulando erroneamente outros fonemas, trocando, omitindo ou distorcendo, comprometendo desta forma a inteligibilidade da fala.

A velocidade também é muito importante. Falar rápido demais torna a fala ininteligível, falar devagar não prende a atenção do ouvinte. Em ambos os casos a mensagem não é transmitida adequadamente.

A gagueira é outro aspecto da fala que pode dificultar a comunicação.

Portanto, FALA E VOZ não se pode separar, uma boa fala e uma voz bem impostada, são as chaves do sucesso.

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* AS INFORMAÇÕES APRESENTADAS NESTE TEXTO SÃO DE RESPONSABILIDADE DO AUTOR. TEXTO ENVIADO AO SEMINÁRIO DE ORATÓRIA EM 06/11/2015.

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Pra você mandar bem na sua apresentação na escola…

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Exemplo do valor das estórias (e histórias) em uma apresentação

Em um outro post, tentamos demonstrar o valor das estórias (e histórias com moral) – respondendo aos questionamentos sobre como deixar uma apresentação mais criativa.

Aqui vai um exemplo do que já fizemos e ainda somamos com uma dinâmica bem legal.

Você conhece a estória do Beija-Flor?

beija florEm resumo, uma floresta está pegando fogo e todos os animais saem correndo. Isso até que o leão avista o beija-flor indo ao lago buscar água no bico para jogar no incêndio. O rei da selva então pergunta: “- Você acha que vai resolver o problema desta forma?”. O pássaro então responde: “- Se vou conseguir eu não sei, mas estou fazendo a minha parte!”.

Dessa estória se depreende o sentido do trabalho em grupo, da doação por uma causa, do valor da função de cada um – por mais simples que seja, entre tantos outros significados possíveis e aplicados em várias situações.

O nosso amigo Juninho Braighi contou esta estória em uma apresentação em Betim – MG. Ele, contudo, adicionou uma dinâmica bem interessante. Veja no vídeo abaixo.

Veja abaixo que reproduzimos esta atividade em um contexto completamente diferente e o resultado foi o mesmo: conseguimos engajamento, tocamos as pessoas pela via patêmica, e conseguimos passar uma mensagem distinta daquela do outro vídeo (novamente, através de um exercício lúdico/metafórico).

Se você quiser, pode colocar o vídeo no minuto 4:44 que você vai direto ao ponto.

Já contou a estória do beija-flor? Já utilizou a dinâmica que apresentamos aqui? Conte como foi o resultado!