O que é o SOBH

A comunicação é uma das habilidades mais primárias do homem. Talvez por isso, não damos a devida atenção à mesma, não nos preocupando em desenvolvê-la e utilizá-la da maneira mais correta, mas sim da mais cômoda. O problema é que nossa sociedade reconhece a eloquência como um valor. Muitas vezes, inclusive, somos aceitos em determinadas esferas em razão da nossa correção, na aplicação de uma fala elaborada, que cative, que prenda a atenção dos nossos interlocutores.

A boa comunicação é ainda um dos principais fatores de avaliação de competências em processos seletivos; uma característica fundamental para profissionais de nível tático e estratégico em diversas organizações. É através da fluidez na expressividade oral que um líder, quer esteja em uma empresa ou não, consegue promover mudanças, através do agenciamento, evidentemente, de diversos outros valores.

Assim, se faz fundamental capacitar os cidadãos com técnicas que os auxiliem a expressar melhor o que pensam. Nesse sentido, as escolas de oratória têm encontrado muita demanda por profissionais com o intuito de se capacitarem para o mercado. Acontece que não são todas as pessoas que têm dinheiro suficiente para realizar um curso como este que, ministrados por bons professores, são caros. Aliás, muitas nem sabem do que se trata e, até pela altivez do nome “oratória”, se sentem afastadas, por considerarem que é algo muito complexo – sem mesmo saberem do que se trata .

Diante do contexto, em 2011, resolvemos empreender uma iniciativa cidadã, sem fins lucrativos, que tivesse como intuito desmitificar as técnicas de oratória, apresentá-las à sociedade e capacitar interessados através da explanação de especialistas. À época, percebemos que poderíamos, porém, aglutinar o conhecimento teórico advindo da linguística e da Análise do Discurso, com uma perspectiva mais leve e descontraída. Isso por que, a via lúdica é uma forma muito eficiente de retenção de conteúdo. E, ao contrário do que muitos pensam, não só para crianças, mas principalmente para adultos.

O UniBH, o primeiro grande parceiro deste projeto, aderiu à causa e serviu de laboratório. Desde então, também são capacitados, em uma atividade extraclasse, alunos da supracitada escola – envolvidos em um projeto real, em que são defrontados com discussões sobre relacionamento interpessoal, liderança, gerenciamento de problemas e, claro, gestão de eventos.

As primeiras investidas tratavam tão somente da oratória, vista de forma objetiva e utilitária. Contudo, aos poucos fomos percebendo que poderíamos abordar temas emergentes e complexos, sem fugir do fio condutor principal que é a comunicação. Assim, já versamos sobre temas correlatos como: liderança, política, imagem pessoal, cultura, entre muitos outros.

Atingimos um público extremamente heterogêneo, vindo de várias áreas da região metropolitana de Belo Horizonte, desde alunos de graduação até pessoas em busca de recolocação profissional. Todos os participantes são devidamente certificados ao final do evento, podem ao longo da ação realizar perguntas e têm um contato direto com palestrantes de formações diversas.

Já trouxemos ao evento, sem custos, desde o principal nome da Análise do Discurso no mundo, Professor Patrick Charaudeau, até ex-participantes do Big Brother Brasil (que contaram como a comunicação foi importante naquele contexto), passando por atores do calibre de Carlos Nunes (que evidenciou como a expressividade artística pode ser útil no dia-a-dia), o locutor global Rogério Corrêa (com técnicas de ênfase, volume e velocidade na fala), Caju e Totonho (demonstrando como o humor é eficaz para atingir determinados objetivos), entre muitos outros.

A iniciativa cresceu e hoje já completamos 5 edições de um evento que já teve mais de 47 convidados, já captou cerca de 2 toneladas de alimentos não perecíveis, e capacitou aproximadamente de 2.500 pessoas. Absolutamente tudo feito sem qualquer fim lucrativo e com recursos reduzidos para realização.

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